terça-feira, 13 de setembro de 2011


– Os corpólatras e atividade física: Motivação, imitação ou uma obrigação.
       Um dos fatores importantes apontados para a prática da atividade física é a motivação, essa motivação é caracterizada como um processo ativo, intencional e dirigido a uma meta, o qual depende da interação de fatores pessoais (intrínsecos) e ambientais (extrínsecos). Baseado nesse conceito, a motivação é subdividida em dois segmentos denominados energéticos, que são: nível de ativação e direção de comportamento (intenções, interesses, motivos e metas). 
         Podemos afirma que atualmente cada indivíduo é considerado responsável (e culpado) pela sua juventude, beleza e saúde. Só é feio quem quer e só envelhece quem não se cuida. Verificamos também que com a exposição do físico não se exige apenas a beleza de seus adornos e vestimentas, mas também de sua aparência física com isso formando um conjunto de padrões estéticos veiculado pela mídia. Sendo a busca do corpo perfeito um fenômeno cultural, muitas pessoas buscam a autoafirmação na sociedade através da sua imagem corporal.
         Percebe-se também que as motivações condicionadas pela sociedade atual obrigam os indivíduos a realizarem atividades físicas,  a cultuarem seus corpos e a perseguirem os ideais de beleza estabelecidos. A corpolatria  se tornou uma fixação sendo observado em pessoas de diferentes camadas socioeconômicas, das diversas faixas etárias. É comum vermos nas academias de ginásticas jovens menores de idade, se iniciando cada vez mais cedo no culto ao corpo, em detrimento de um crescimento natural e saudável.
       Podemos analisar que as preocupações com a atividade física ganharam força no decorrer do século.  Na atualidade, presenciamos a tendência à supervalorização da aparência corporal, que leva os indivíduos a uma busca frenética por um corpo ideal. Relata também que a busca por hábitos saudáveis e um corpo sarado e bonito também motiva a prática de atividade física que  aparece ser assumida sem constrangimento.
        Nessa perspectiva, a adesão à atividade física passa a ser supervalorizado como caminho para a vida saudável, para a ampliação dos índices de qualidade de vida. No entanto, as observações efetivadas,  têm demonstrado que a atividade física não é boa ou ruim por si só. A adesão à atividade física torna-se um valor de prevenção e manutenção da saúde quando está associada a um estilo de vida saudável, com qualidade de sono; alimentação adequada; boas condições de trabalho, moradia e transporte; remuneração suficiente para suprir as necessidades pessoais e familiares; acesso ao lazer; entre outras.
        Verificamos que a simples adesão à prática de atividades físicas não assegura uma vida saudável, pelo contrário, se não forem respeitadas as características biológicas  e individuais, esta prática pode se tornar perniciosa e obsessiva.
         Observamos que a preocupação excessiva com o corpo belo e a crescente facilidade em se realizar uma intervenção cirúrgica nos faz rever que muitas pessoas além da motivação em realizar uma atividade física para o seu bem estar físico e mental estão preocupadas também com sua imagem corporal.  Observamos o mascaramento da motivação inicial, qual seja a busca pelo bem estar físicos e mentais, em  prol do culto ao corpo.
         A motivação e a imitação de se possuir um corpo  bonito e jovem  observa-se o discurso e as técnicas de libertação do corpo sobre os antigos vínculos de influências morais e principalmente religiosas. Com isso tentamos apresentar o corpo com característica cada vez mais individual e com obrigação de possuirmos corpos mais belos, jovens e libertos dos vínculos do passado.
        Com o avanço tecnológico e científico o corpo passou a ter o direito de não morrer e de possuir o domínio no processo de envelhecimento. Porém esse processo não pode ser totalmente superado, e considerando que esse mesmo processo não precisa ser devastador e que as vitórias dessas modificações não se limitam apenas à parte externa do corpo, mas também do seu interior com esperança de novas descobertas e conquistas da ciências. Porém em torno desse grande processo não podemos esquecer que a Educação Física é atividade essencial para a qualidade de vida. Integrando equipes multidisciplinares, o Profissional de Educação Física é chamado a atuar à frente de projetos que visam promover o desenvolvimento da educação e da saúde. A área de atuação profissional envolve o planejamento, execução e supervisão de atividades esportivas voltadas para a recreação e o lazer, relacionadas ao trabalho e à preparação física dos atletas e da população, bem como o desenvolvimento de atividades para portadores de necessidades especiais e o treinamento de alto rendimento em clínicas, spas e como personal trainer.




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